Golpes de falsas vendas de material escolar aumentam no início do ano

Com a chegada do início do ano letivo, cresce também o número de golpes envolvendo a venda de material escolar pela internet. Cadernos, mochilas, livros, estojos e até eletrônicos usados para estudo aparecem sendo anunciados com preços muito abaixo do mercado, principalmente nas redes sociais. O que parece uma boa oportunidade pode acabar em prejuízo.

Golpistas aproveitam a pressa dos pais e responsáveis, a necessidade de economizar e o grande volume de compras típicas desse período para aplicar fraudes cada vez mais sofisticadas.

Como esses golpes costumam ser anunciados

A maioria das falsas vendas começa em redes sociais como Instagram, Facebook entre outras. Os anúncios chamam atenção por prometer grandes descontos, kits completos de material escolar por valores irreais ou frete grátis para todo o Brasil.

Em muitos casos, os golpistas utilizam vídeos e imagens de pessoas conhecidas, influenciadores ou até celebridades. Com o uso de inteligência artificial e deepfake, eles recriam rostos, vozes e falas para passar uma falsa sensação de confiança, como se aquela pessoa estivesse realmente recomendando a loja ou o produto.

Perfis falsos e sinais de alerta

Os perfis usados nesses golpes geralmente têm algumas características em comum. Muitos foram criados recentemente, possuem poucas publicações e quase nenhuma interação real nos comentários. Para parecerem confiáveis, alguns compram seguidores, o que cria um número alto de seguidores, mas com curtidas e comentários muito baixos ou genéricos.

Outro sinal importante é a ausência de informações claras. Perfis falsos costumam não informar CNPJ, endereço físico, telefone fixo ou política de troca e devolução. Quando questionados, respondem de forma evasiva ou pressionam para que o pagamento seja feito rapidamente.

Sites falsos e lojas desconhecidas

Além dos perfis falsos, muitos golpes usam sites recém-criados ou pouco conhecidos. Esses sites imitam grandes lojas, usam fotos profissionais e até selos falsos de segurança. O domínio costuma ser novo, com poucos meses de existência, e não há histórico da empresa em buscas simples na internet.

Outro alerta importante é quando o site oferece apenas formas de pagamento como Pix direto para pessoa física ou links de pagamento enviados por mensagem. Mesmo quando há um gateway de pagamento, isso não garante que a loja seja legítima.

Como identificar uma falsa venda de material escolar

Desconfie sempre de preços muito abaixo do mercado. Compare os valores em lojas conhecidas antes de comprar. Verifique o perfil que está anunciando, observe a data de criação, a frequência das postagens e o engajamento real.

Pesquise o nome da loja no Google, junto com palavras como golpe, reclamação ou fraude. Consulte sites de reclamação e veja se há histórico de problemas. Verifique também o domínio do site em ferramentas de consulta de registro para saber se ele foi criado recentemente.

Nunca confie apenas em vídeos promocionais, mesmo que pareçam reais. O uso de deepfake está cada vez mais comum e pode enganar facilmente quem não está atento.

Cuidados antes de pagar

Evite pagamentos por Pix para pessoas físicas ou contas desconhecidas. Prefira cartões de crédito, que oferecem mais chances de contestação em caso de golpe. Nunca finalize compras sob pressão ou com promessas de que a oferta vai acabar em minutos.

Leia com atenção as políticas do site, procure por CNPJ válido e endereço físico. Se algo parecer confuso ou incompleto, é melhor não seguir com a compra.

O que fazer se você caiu no golpe

Se o pagamento foi feito por cartão de crédito, entre em contato imediatamente com o banco ou operadora do cartão para tentar o bloqueio ou estorno. No caso de Pix, avise o banco o quanto antes, pois algumas instituições conseguem acionar o mecanismo de devolução.

Registre um boletim de ocorrência e reúna todas as provas, como prints, links, comprovantes de pagamento e conversas. Denuncie o perfil falso na rede social e o site utilizado no golpe.

Atenção redobrada no início do ano

O período de volta às aulas é um dos mais explorados por golpistas justamente pela alta demanda e pela pressa em comprar. Informação e atenção são as melhores formas de proteção.

Antes de clicar, pagar ou compartilhar uma oferta, pare, verifique e desconfie. Nem toda promoção é real, e a economia prometida pode acabar custando muito caro.

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